Parques Rio BrancoParques de Rio Branco garantem qualidade ambiental à cidade e possibilidades de lazer, cultura e esporte

Rio Branco tem quatro Parques: O Chico Mendes (AC 40), São Francisco (Bairro Raimundo Melo), Horto Florestal (Vila Ivonete) e o Capitão Ciríaco (Av. Dr. Pereira Passos), que possibilitam aos visitantes e usuários, opções de lazer, entretenimento, cultura, contato com a fauna e flora amazônica e garantem à cidade, qualidade ambiental e conforto térmico.

A utilização dos espaços públicos tornou-se hábito entre os rio – branquenses e pessoas que visitam a cidade, para passeios e piqueniques, praticar esportes, desfrutar da natureza, ter contato com a história do Acre, e degustar comidas regionais.  No Horto Florestal e no Parque Chico Mendes, espaços fechados (onde é possível ter o controle de visitantes), a média de visitação é de cerca de 70 mil pessoas mensalmente. No Parque Capitão Ciríaco e no São Francisco, não há como ter o controle, mas a visitação e utilização dos espaços, também são grandes.

Cada parque tem características próprias: O Horto Florestal é palco para as práticas esportivas e atrativos ambientais, além de oferecer serviços como a Ecoteca e cursos. O Chico Mendes, que é temático na conservação da fauna e flora, é único com zoológico. Os dois possuem visitação com guias. O Capitão Ciríaco também tem o contexto histórico, porque abriga seringueiras centenárias que produziram látex no período áureo da borracha no Acre. O São Francisco é uma obra de urbanização, destinado à conservação da mata ciliar do Igarapé São Francisco.

Horto Florestal

O Horto Florestal, cuja área foi adquirida em 1974, é o mais antigo parque público de Rio Branco, possui 17 hectares e funciona diariamente das 5h às 20h. O local chega a receber até 1.200 pessoas por dia, a maioria vai fazer caminhadas e usar as duas academias de barra e as duas Academias Populares, instaladas pela prefeitura de Rio Branco, e também as três trilhas ecológicas do local. A secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMEIA), funciona no Horto.

Além das academias e da pista de caminhada de 650 quilômetros, que conta com iluminação, o Horto Florestal tem dois galpões de eventos, quadras de vôlei, campo de futebol, parque infantil, Escola de Educação Ambiental onde são realizados cursos como de informática, oficina de reciclagem de papel onde são desenvolvidos oficinas e treinamentos relacionados às atividades de reciclagem, Ecoteca que abriga acervo bibliográfico temático e desenvolvimento de atividades educativas e lúdicas, viveiro de plantas ornamentais com capacidade atual de produção de 130 mil mudas por ano.

Entre as belezas cênicas do Horto Florestal, estão árvores centenárias como mogno, castanheira e ipês e o lago com mirante e lâmina d’água de aproximadamente 1 hectare para contemplação e conservação da fauna e flora aquática.

Com várias possibilidades de uso, famílias inteiras, vão ao Horto Florestal diariamente. Sirlange e o marido Evaldo levam os quatro filhos para o local, onde passeiam, fazem caminhada e as crianças desfrutam ainda na Ecoteca, onde há contação de estórias, brincadeiras e muitos livros. Ela diz que agora nas férias dos filhos, a programação é a preferida de todos “e o melhor: é tudo de graça”.

Outra família que desfruta do Horto é a da Silvana e do Emilsom Rodrigues, que junto com o filho Taylor, vão três vezes por semana utilizar as Academia Populares do local. Eles moram no bairro João Eduardo, mas Silvana explica que o ambiente no Horto é “tão bom que vale a pena atravessar a cidade para vir para cá. E pagar academia para nós três sairia mais de R$ 300 por mês”.

Muitos também vão fazer as caminhadas por recomendação médica, como seu Luís Silva, que sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais – AVC, e agora faz caminhada diariamente. A agricultora Ivanice dos Santos, que mora no quilômetro 40 da Estrada de Porto Acre também vai ao Horto Florestal três vezes por semana fazer caminhada. Ela tem hipertensão e artrose e diz que melhora muito com as caminhadas.

Quem não quiser utilizar a pista de 650 metros, tem ainda a opção de andar ao redor do lago ou nas três trilhas ecológicas que existem no local. A funcionária pública Meire Barbosa, diz que prefere andar nas trilhas onde existem muitas árvores e “o ar é mais puro”.

Além da caminhada, das academias de barra e Academias Populares, o Horto tem outras possibilidades de atividade física, como aulas matinais de tai chi chuan e taekwondo e também aulas diárias de ginástica, oferecidas pela prefeitura de Rio Branco, por meio do Programa Saúde em Movimento. Cerca de 80 pessoas fazem os exercícios diariamente, ministrados por duas professoras de educação física. Maíra Barbosa, uma das professoras diz que o grupo é composto basicamente por mulheres e que elas são muito assíduas.

Parque Ambiental Chico Mendes

Inaugurado em 1998, é o maior parque ambiental da cidade, com 57 hectares, o único com zoológico e tem como característica principal a utilização e visitação maior, nos finais, ao contrário do Horto Florestal, por exemplo, que tem um grande público diário. É um parque temático em conservação da fauna e flora regional, aberto para a população de terça-feira a domingo, nos horários das 6h às 17h e possui visitação guiada.

O local atrai estudantes em pesquisa, turistas e muitos visitantes, principalmente nos finais de semana, a maioria vai em busca de ver os animais da fauna amazônica, como macacos e onças. O zoológico tem 21 recintos, totalizando 10 hectares, abriga 33 espécies da fauna regional, representadas por 182 animais silvestres.

Outras atrações são o Memorial Chico Mendes, que abriga documentos da vida e legado do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, trilhas ecológica, praça de alimentação, ofertando culinária típica regional, mirante, torre com 15 metros destinada à contemplação da vegetação e da fauna arborícola, parque infantil, com 10 equipamentos para a recreação das crianças, 2 trilhas ecológicas cobertas com vegetação nativa, totalizando 1.300 metros de extensão, pista pavimentada para caminhadas diurnas com aproximadamente 3.000 metros de extensão, área de piquenique com 25 mesas e 50 bancos destinada a atividades de entretenimento e refeições ao ar livre pelos visitantes do parque, ecoloja, para comercialização de artesanato regional,  réplica da casa do seringueiro e das lendas da floresta que tem o objetivo de divulgar o folclore e a cultura amazônica. O parque também possui uma academia aberta composta de 10 equipamentos com capacidade de atender 27 pessoas simultaneamente.

Parque São Francisco

Parque municipal aberto e linear destinado à conservação de mata ciliar e ordenamento territorial, com aproximadamente 13 hectares, localizado as margens do Igarapé São Francisco. Encontra-se no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) São Francisco e está inserido nos bairros residenciais Procon e Raimundo Melo, e liga a ponte da Avenida Antônio da Rocha Viana à da Getúlio Vargas.

O Parque São Francisco possui uma praça de alimentação com vários quiosques de comidas típicas regionais, onde também está instalado um relógio solar. O parque dispõe de quadra poliesportiva descoberta no meio da mata ciliar do Igarapé São Francisco, utilizada para diversas modalidades esportivas, especialmente pela população do entorno. Os moradores e membros das igrejas do bairro usam a quadra para a realização de campeonatos diurnos e noturno, e professores da Escola Raimundo Melo utilizam o espaço para as aulas de educação física.

No local há também pista pavimentada e iluminada para caminhadas, com 900 metros de extensão, ciclovia sinalizada contígua à pista de caminhada também com 900 metros de extensão, passarela de concreto com áreas de descanso e ponte de 130 metros de extensão, interligando as comunidades do entorno localizadas às margens do Igarapé São Francisco, espaço para evento com área coberta de aproximadamente 80m2, utilizada para recreação, exposições, eventos comunitários e religiosos e dois parques infantis.

Outra característica do Parque São Francisco é a fartura de frutas, que são colhidas pelos moradores e visitantes. O morador João Gabriel do Nascimento, conta que consegue apanhar muito jambo, manga, cajá e cupuaçu. “Toda essa área era ocupada por casas, que foram desapropriadas, mas as árvores frutíferas plantadas pelos moradores, agora são usufruídas por todos”.

Parque Capitão Ciríaco

Parque municipal temático da cultura e economia extrativista, com aproximadamente 4,5 hectares de área, conservando o patrimônio de 400 árvores de seringueiras nativas que foram utilizadas na coleta do látex no período do Ciclo da Borracha. Funciona diariamente das 7h às 18h, como “museu a céu aberto”, retratando a cultura dos seringais nativos da Amazônia.

O imóvel é próprio da Prefeitura de Rio Branco e conta com 4 casarões de época, totalizando 316m2 que abrigam a sede administrativa da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, a sede administrativa do Parque Capitão Ciríaco, o acervo fotográfico e bibliográfico da formação histórica do Município e auditório para reuniões do Conselho Municipal de Cultura, e também é utilizado para a realização de atividades culturais.

No local também há a réplica de Igreja Nossa Senhora da Seringueira com arquitetura característica do seringal, transladada da cidade cenográfica, especialmente construída para a gravação da Minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”. Pela repercussão da referida minissérie veiculada em rede aberta de televisão, este imóvel tornou-se importante ponto de atração turística do Parque. A casa de defumação de borracha, com 3m2, estrutura demonstrativa utilizada no início do século XIX para produção de borracha defumada (péla), é outro grande atrativo do Capitão Ciríaco.

A fotógrafa Cinthia Davanzo, diz que sempre vai ao local com o marido e o filho e o que mais gosta é o silêncio e a réplica dos casarões da época do apogeu da borracha no Acre. “Foi muito bom aquele espaço ter sido restaurado”.

Da Assessoria
Fotos: Fagner Delgado/Asscom