A classe da engenharia fez um manifesto pacífico em frente à Casa Rosada, no Centro de Rio Branco, nesta sexta-feira, dia 05, exigindo que o governo do Acre volte à mesa de negociações com os trabalhadores que já estão há quatro anos sem reajuste salarial.

Em pauta, a Lei Cartaxo (única no Brasil), que trata da remuneração dos engenheiros e demais profissões da área. Os trabalhadores pedem a atualização da lei, beneficiando mais profissionais, tanto em abrangência, como financeiramente. Tudo está em uma carta remetida ao governador Sebastião Viana.

Segundo o engenheiro João de Deus, vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge), as conversas iniciaram em junho do ano passado, mas até dezembro, não haviam avançado, o que, agora, tem causado desconforto entre a classe e representantes do Poder Executivo.

“O que nós queremos é a volta das negociações. Isso veio se arrastando até o fim de dezembro e não tivemos uma conversa final. As conversas pararam. Estamos trazendo essa carta de insatisfação. Estamos pedindo essa negociação e ela foi protocolada com o Gil, assessor do governador”, explica.

João de Deus alerta, contudo, que a insatisfação não quer dizer que haverá uma greve entre os trabalhadores. Na verdade, isso ainda precisa passar por uma Assembleia Geral, o que pode acontecer caso o governo não volta à mesa de negociação. “Há uma defasagem. O último aumento foi em 2014”, lembra.

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